
Era uma vez uma gota de água que ao distrair-se durante o período das monções foi parar a um lugar onde não chovia fazia tempo.
Por não estar acostumada a chover sozinha logo lhe assolou à cabeça uma pergunta:
- O que faço aqui?
Andou um pouco e perguntou à planta?
- O que faço aqui?
A planta respondeu-lhe:
- Não sei, mas podias escorregar nas minhas folhas e aliviar-me a secura.
- Não, eu sozinha seria incapaz de o fazer.
Encontrou depois um cavalo:
- Podias saltar para o meu dorso e lavar-me.
- Não, eu sozinha seria incapaz de o fazer.
Mais tarde uma nuvem:
- Podias fazer muita força e talvez conseguíssemos pelo menos humidade.
- Não, eu sozinha seria incapaz de o fazer.
Por fim encontrou Gil, o rapaz do peão, que tinha acabado de cair:
- Eu sei o que tu podias fazer; podes fazer-me companhia enquanto a dor não passa.